10.10.09

Assim teve de ser...

Meu (...),

Agora talvez já não sejas bem meu, mas recordo-te como tal, como sempre foste. Hoje decidi deixar tudo morrer aqui, porque assim mesmo teve de ser, porque já não existe garra para mais, por 1001 motivos que nem coragem tenho para expressar.

Depois de já ter tentado tudo, com todas as armas que tenho ao meu alcance e até com aquelas que conquistei com o crescimento da minha fraqueza digo-te que o meu coração bombeia no peito cada vez mais rápido à medida que as palavras deslizam por esta folha que carinhosamente me ouve e guarda aquilo que quero dizer-te. Como sempre, tenho os meus rodeios e a minha forma de envolver aquilo que não quis nem quero esquecer, mas assim teve de ser, acabou por ser mais forte, mais forte que todo o amor que nos envolvia.

Se soubesses… Se imaginasses os oceanos que já enchi com toda esta dor, o sangue que já derramei até ficar sem cor, os neurónios que desgastei a tentar perceber essa minuciosa mente masculina que até hoje a minha alma de pequena Einstein não desvendou, mas esgotou-se; esgotou-se a última lágrima, a última gota de sangue e o meu último neurónio que morreu sozinho.

Como gostava que voltasse atrás, não para fazer diferente mas sim para voltar a viver de novo, talvez pudesses ter mudado, mas o destino assim quis; quis que nos cruzasse-mos para aprender um com o outro, para aprender como unir duas almas. Infelizmente, tudo foi um fracasso.

Como tenho saudades! Saudades sim, do teu simples sorriso, daquelas palavras insignificantes e até mesmo do som do teu silêncio. Saudades do calor da tua presença, do quente do teu carinho, da força da tua fé e, sobretudo, fraqueza da tua luta!

Não, não estou a atirar-te à cara a tua falta de esforço e esse desinteresse que me ia cegando até chegar ao ponto de estar a escrever para um monitor, mesmo sabendo que nunca vais ver isto, vê lá tu!

Não sei o que pedir mais, a não ser que consigas recordar-me para sempre com aquele carinho que prometeste não esquecer, nem deixar gelar como se fosse pedra; podia pedir para ter-te de novo ou mesmo para ter um último beijo, àquele que chamam o “beijo de despedida”, mas não fazia sentido que voltasses a drogar-me, não fazia sentido querer-te ainda mais do que já quero, não fazia sentido voltar a tocar nessa pele quente que me queima o coração como ácido.

Também sei que não sou mais que uma menina ingénua e perdida de amores, mas que queres? Bem sabes como sou, desculpa se sou frágil e se choro.

Ainda podia pedir-te que abafasses a minha voz nos teus lábios, e lá estou eu outra vez a pedir o beijo! Desculpa, mas a tentação da carne sempre foi mais forte…

Desculpa se deixei alguma palavra por dizer ou mesmo algum gesto por demonstrar, só quero que não te arrependas de o ter feito, mas sim que olhes para trás com um sorriso por ter acontecido!

Pode ser que um destes dias voltemos a cruzar caminhos, mas até lá vamos viver aventuras, para depois podermos partilhar as experiências.

Despeço-me com a palavra que sempre significou tudo, com a maior alegria do mundo te digo “Amo-te”. Não vou dizer adeus, mas sim até lá…

A tua eterna,

Sara

10.10.2009

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